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Farta do despacito?

por Filippa, em 13.08.17

Todos os anos ansiamos pela chegada do verão, o calor não agrada a todos mas os fins de tarde numa esplanada a beber um sumo natural, os dias mais longos, a aparente boa disposição permanente em tudo o que é gente parece reunir o consenso de todos no que ao verão e às suas vantagens diz respeito. Não chamemos o cheiro constante a suor ou as praias entupidas para a conversa, tudo tem o reverso da medalha. 

Ano após ano sonhamos com os cabelos ao vento enquanto o carro avança e na rádio toca a música do momento. Todos sabem qual é a música deste verão, a tão estimada, ouvida, repetida até exaustão Despacito de Luis Fonsi com o Daddy Yankee. Cá me confesso que adoro a música, o ritmo chama a boa disposição, a letra fácil faz-nos querer dançar e repetir o refrão, é o verão em forma musical. Devido a esta febre latina a Elle fez um artigo em que mostra as músicas de verão dos anos anteriores, podemos recuar ao ano que nascemos e ver o que andavam os nossos pais a ouvir naquela altura. Como nasci em novembro acredito que a minha mãe ainda cantou ou balançou a cabeça ao ritmo desta música. 

Conseguem adivinhar em que ano nasci apenas ouvindo esta música? Vá lá, não vale ir cuscar ao artigo  

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publicado às 18:15

Da série: Frases com sentido

por Filippa, em 02.06.17

 “Não há quem sustente mais tremendas lutas do que os tímidos. A alma revolta-se neles, com toda a violência dos seus instintos, contra não sei que mistério de temperamento, que lhes reprime as expansões. Na aparência é fraqueza e serenidade, mas no íntimo há esforços realizados, que os fortes nem concebem sequer.”

A Morgadinha dos Canaviais de Júlio Dinis 

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publicado às 10:56

Demasiado?

por Filippa, em 01.06.17

Normalmente sou uma pessoa com inicios difíceis, quando me apanho confortável em alguma situação a mudança é algo muito agressivo e que estranho muito. Sou assim nas relações com as pessoas, sou muito tímida ao inicio e só quando começo a ganhar alguma confiança é que fico mais à vontade. Acontece-me o mesmo no trabalho, quando comecei ficava sempre nervosa e com medo de fazer algo errado, com o tempo fui ficando mais à vontade e os erros não pareciam algo do mais grave que podia acontecer (porque efetivamente não eram). A minha relação com os clientes também sofreu algumas metamorfoses, sendo uma loja de rua é mais fácil criar algum tipo de empatia com pessoas que vão lá todos os dias, as coisas acabam por ser mais naturais e reais. 

Com os clientes que raramente lá vão ou que são de passagem não há qualquer relação, "olá boa tarde, vai desejar saco?" e está a andar de mota, nunca mais os vejo na vida ou se voltar a ver será com o mesmo tratamento. O mais perigoso são as pessoas que lá vão todos os dias, pessoas que nos tratam pelo nome e que às vezes nos tratam com uma familiaridade que não há. Explico, as pessoas podem tratar-nos pelo nome porque até temos uma placa de identificação mas para mim é impensável tratá-las da mesma maneira, não me parece certo e apesar de não me importar nada que me tratem pelo nome, até gosto, parece uma coisa de outro mundo tratar o cliente pelo seu nome. Isto porquê? Porque me conheço e já aconteceram situações em que só me apetecia ficar calada, demoro a ficar à vontade com uma pessoa mas quando fico às vezes sou um bocadinho demais. Já aconteceu eu achar que até estava à vontade com um certo cliente e depois ele faz-me uma cara do género "Do que é que estás para aí a falar?" e eu ficar do género "Nop, não volto a fazer isto". Uma situação concreta: Todos os dias acontecem situações normais do funcionamento de um supermercado, um cartão que não funciona, uma senhora que não trouxe saco, uma compra que ficou esquecida e eu como até ainda sou nova memorizo as situações e na próxima vez que atender aquele cliente em jeito de brincadeira relembro-lhe da situação. Na maioria das vezes corre bem, o cliente ri-se e até elogiam a minha memória mas das poucas vezes que as pessoas ficam a olhar tipo "wtf?" para mim eu fico: a) Não era este cliente? Que barraca; b) Porque é que me sujeito a estas figuras?. 

Acabei por optar por não me deixar demasiado à vontade, imponho a mim mesma um código restrito, prefiro que seja o cliente a mostrar o à vontade que já pode existir entre nós do que ser eu a dar barraca uma vez mais. Nunca aconteceu nada de grave até porque apesar do que escrevi em cima não sou nenhuma barraqueira desbocada em ascensão mas não me posso esquecer que sou a imagem da empresa, não posso agir como agiria em nome próprio. Um sorriso, um bom atendimento, um tom correto pode tudo ser anulado por uma má impressão ou um deslize que muitas vezes não fazemos por mal. 

 

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publicado às 10:29

Da série: Frases com sentido.

por Filippa, em 31.05.17

“É preciso que saibas, Criste, que é mais fácil conhecer os defeitos de uma pessoa, do que as suas boas qualidades. Os defeitos são imprudentes e linguareiros, denunciam-se, dão sinal de si, basta meia hora para se descobrirem em qualquer lugar que habitem. As boas qualidades, não; essas são modestas, humildes, discretas, sabem esconder-se. São precisos anos para as descobrir todas.”

A Morgadinha dos Canaviais de Júlio Dinis 

 

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publicado às 11:04

Aqui me confesso: Lenta e organizada.

por Filippa, em 30.05.17

Em tudo na vida nós encaixamos em certas categorias. Somos da equipa que acorda de mau humor, pertencemos ao clã que não consegue comer nada de manhã, defendemos com unhas e dentes a máxima "só funciono depois do meio dia" ou então nascemos para ter o cartão de sócio do grupo "preguicite aguda". Não podia ser diferente quando o assunto toca a arrumar as compras na caixa do supermercado. Temos as pessoas que metem tudo nos sacos conforme vão caindo no seu lado da caixa e rezam para que os ovos que ficaram em baixo não cedam ao peso da fruta, há clientes mais corajosos que mesmo levando meio supermercado recusam saco porque "0.10€ já é dinheiro" e fazem malabarismos dignos de serem admitidos no circo Cardinali, por vezes aparece por lá aqueles que até arrumam tudo direitinho, as coisas mais pesadas em baixo, fruta em cima e tal mas depois na hora de pagar lembram-se que a carteira estava dentro do saco e toca de tirar tudo, muita gente acha também que os sacos são tipo a malita da Hermione em Harry Potter e os Talismãs da Morte e tentam enfiar tudo no mesmo saco ora porque não trouxeram mais nenhum ora porque não querem gastar os tais 0.10€. As pessoas adquirem os seus hábitos e conforme esses hábitos são encaixadas em categorias. Há os rápidos, os lentos, os organizados, os desorganizados e por aí fora. Onde encaixam os operadores de caixa? Falando apenas e só por mim eu encaixo nos lentos e organizados. Quando estou a trabalhar e sabendo quais são os objetivos impostos pela empresa os lentos são uma dor de cabeça para mim, não que me incomodem mas acabam por atrasar a fila mas quando sou eu na fila para pagar sou a pessoa mais lenta do mundo, tanto que agora não arrumo nada na caixa, assim que a operadora passa o artigo no scanner eu volto a pôr no carrinho e arrumo tudo direitinho cá fora. Porquê? Porque sou organizada e gosto de arrumar as coisas segundo o seu peso, tamanho e categoria. Não gosto de juntar fruta com detergentes ou produtos secos com produtos do frio, quando estou a trabalhar faz-me muita confusão quem junta tudo, dá vontade de dizer "Senhora/Senhor que está a fazer? Isso não é assim!" mas quem sou eu para dizer isso? Cada pessoa tem a sua maneira de ser e era só o que faltava chegar ali eu armada em dona da razão a dizer como podem as pessoas ou não arrumar as suas compras. Antes de trabalhar num supermercado não era assim, honestamente nem fazia muitas compras mas agora que as faço não consigo arrumar tudo "ao molho e fé em Deus", acho que como vejo isso acontecer tantas vezes ao dia criou-se em mim um mecanismo de "isto tem de chegar a casa bonito e direitinho". 

Esta sou eu, a operadora que ama de coração os rápidos e desorganizados mas que no fundo é uma eterna lenta e organizada. Alguém por aqui que se inclua na mesma categoria que eu? 

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publicado às 10:38


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