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De Ténis e Livro na Mão

Façam o favor de ser felizes!

De Ténis e Livro na Mão

Façam o favor de ser felizes!

27
Out16

A saudade que alguns blogs deixam.

Filippa

Quando criei o meu primeiro blog em 2010 estava longe de saber que um dia isto seria o sustento de muita gente. Em 2010 nem sequer ouvia falar em youtubers, eles já existiam obviamente mas eu sou tão distraida nestas coisas que nem me apercebi que todo um mundo estava a surgir.

Sou aquele tipo de pessoa que não tem visão nenhuma para o negócio, seja ele qual for. Para além disso, sou sempre a última a saber das coisas. Quando o PSY virou febre eu só ouvi a música quando outra praga já se tinha instalada e para esta já tinha sido encontrada a cura. 

Há seis anos iniciei um blog porque adorava escrever, tinha 16 anos e impulsionada pelo sucesso da Stephenie Meyer achei que também eu um dia iria ser podre de rica e ver as minhas personagens passarem para o grande ecrã. Bom ainda não perdi a esperança, quem sabe um dia não tenho a Emma Watson a fazer sabe-se lá que personagem minha. Comecei a publicar as minhas histórias e até uma certa altura tive um bom feedback. Quem não adora chegar ao seu blog e ter um número imenso de comentários? É muito fácil habituarmo-nos a viver disto, toda a pessoa que tem um blog é porque tem em si um bichinho da escrita, gostamos de partilhar as nossas opiniões, gostamos de escrever sobre aquilo que vemos e ouvimos. Acaba por ser um processo normal e desejável. 

Não acredito que haja alguém que não gostasse de ser a próxima pipoca mais doce, viver do blog, poder expandir os seus próprios negócios à conta disso. Eu gostaria, adorava que a minha vida se resumisse a muita escrita, a muitas viagens, a muito trabalho mas trabalho que desse gosto fazer. 

Ter um blog tornou-se uma coisa banal, se por um lado é ótimo porque muita gente dá asas ao seu talento de uma maneira que antes não seria possivel, por outro deixou de ser uma coisa privada. Aquela tipica comparação de um blog com um diário não é ridicula, antigamente havia essa ideia que um blog era um diário aberto daquilo que queriamos compartilhar com os outros, algumas páginas reservadas apenas a alguns, e outros assuntos que queriamos gritar para que o mundo nos ouvisse. 

A verdade é que em seis anos que por aqui ando já criei e apaguei uns quatro blogs, já fui mais ativa do que sou, a certa altura tinha um circulo de blogs em que nos acompanhávamos uns aos outros mas por diversos motivos muitos blogs foram apagados e outros deixados ao abandono. 

Há sempre blogs (e pessoas por detrás deles) que te inspiram, que tu adoras, outros que segues compulsivamente e atualmente há blogs que seguia que deixam uma sincera saudade. Seguia pessoas com histórias nas suas vidas que eu não tinha e cada post era lido de uma ponta à outra, não quero saber se inventavam ou se aquilo acontecia mas era bom chegar ao blog e ver que pessoa x tinha publicado certa história. Quando a bomba chegava e diziam que o blog ia terminar eu ficava chocada e a pensar 'porquêêêêê?'. Através dos posts já te sentias tão dentro da vida da pessoa que quase parecia que a conhecias de algum lado.

Não digo que o antigamente é que deixa saudade, acho boa esta fase de pessoas conseguirem viver da sua escrita, dos seus videos, das suas ideias mas há blogs que queria taaaaaanto que voltassem.

Quando um blog que adoras termina as suas publicações custa quase tanto como a morte do Dobby...... QUASE.  

25
Out16

2016 Reading Challenge

Filippa

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(Goodreads)

2016 ainda não acabou mas estamos a chegar aquela altura do ano em que começamos a fazer o balanço do que já passou e talvez tentamos umas realizações de última hora. No inicio deste ano, como já é norma no inicio de cada um, propus-me a ler um determinado número de livros. Este ano foram 10, ainda não sei se devo olhar para o copo meio vazio ou para o copo meio cheio. Por um lado acho que é um bom número, acima de tudo é realista, achei que seria um objetivo alcançável e o tempo provou-me estar certa, por outro lado acho que é um número pobre, dez livros soa-me a muito pouco. 

O ano passado tinha por objetivo ler vinte livros e falhei redondamente, fiquei-me pela dúzia e por esse motivo tive de baixar a fasquia este ano. Costumo dizer que preciso de uma vida para ser vivida e outra para ler livros. A verdade é que o número de livros que aparecem na seção "to-read" na minha conta do goodreads é assustadoramente exagerada, impossivel de alcançar e incompativel com o tempo que disponho para uma das coisas que mais gosto de fazer. Sem plano ao inicio este ano acabou por ser o ano de terminar sagas pendentes. Comecei com a trilogia de Belle da Lesley Pearse, autora de quem tinha lido um livro antes destes livros mas só com estes me convenceu verdadeiramente. Suzanne Collins tinha obrigatoriamente de aparecer pois tinha deixado Os Jogos da Fome demasiado tempo sozinho, finalmente fez-se acompanhar do resto da familia, adquiri e li Em Chamas e A Revolta. Pelo meio consegui adquirir o na altura novo livro de Jodi Picoult, uma autora que adoro e sou grande admiradora e devorei-o de uma ponta à outra (se alguém já leu o livro sabe que há ali umas páginas que dão cá uma fome) e pela primeira vez na vida Isabel Allende bateu-me à porta e teve uma conversa muito interessante comigo. 

Harry Potter and the Cursed Child foi talvez o único livro que não consegui esperar pela tradução até hoje, depois de tanto tempo à espera e sinceramente quando já não esperava novidades desse lado, eis que surge este guião da peça que está a acontecer (eu literalmente matava para ver essa peça!) em Londres e eu fiz o meu namorado soltar os cordões à bolsa e oferecer-me o livro. Por fim, e como este foi mesmo o ano de terminar o que tinha pendente, acabei a saga dos Irmãos Rothwell de Madeline Hunter e li os três que faltavam (infelizmente, por mim podia haver mais uns dez que eu lia). 

Acabado o desafio ainda tenho livros na calha que quero terminar ainda este ano, um conjunto de livros que o Expresso lançou sobre Hitler (que estou a ler agora) e começar uma das trilogia de Ken Follett que começa com A Queda dos Gigantes (apanhei-o numa promoção de 50% no continente e nunca na vida o deixaria lá). 

Algo muito óbvio neste desafio? Não li um único autor português este ano e com o que ainda falta muito dificilmente vou ler, algo que definitivamente vai mudar no próximo ano. Metas para 2017? Não me aventuro muito para além dos dez, ainda não me atrevo a ir até aos vinte, simplesmente porque vou achar muito dificil lá chegar. 

 

24
Out16

Smartphones e concertos não dão em bom casamento

Filippa

No que diz respeito a concertos nunca fui uma pessoa de gostos vincados, não me importo se fico no balcão x, no lugar y ou em pé na plateia, acaba sempre por depender da companhia e quais são as suas preferências. Este ano fui a quatro concertos, dois dos DAMA, um de Florence + The Machine e Scorpions. São bandas totalmente opostas e naturalmente com públicos totalmente diferentes e nunca tinha pensado nisso até ao passado dia 21 de outubro. Comecei o ano em Évora a ver os DAMA, andei um bocadinho no tempo e cheguei até Florence e a sua maravilhosa 'Queen of Peace', chorei com Scorpions e esperava cantar e divertir-me bastante com DAMA agora no MEO Arena. 

Não me iludo, sabia perfeitamente que não podia esperar o mesmo tipo de público em DAMA que encontrei em Scorpions por exemplo. Tendo eu 22 anos já estava mentalizada que a faixa etária na sexta-feira seria bem abaixo da minha. Tudo bem, sou uma pessoa pacifica e sei que gosto de uma banda que se ainda estivesse eu nos meus 14 anos seria menina para dormir agarrada a posters deles. Sabia que teria de aguentar uns gritinhos (berros!), choro, hormonas mais que aos saltos, tudo certo, já tive essa idade e sei o que é achar que os nossos idolos são homens que pura e simplesmente a única coisa que fazem é serem para lá de giros e cantarem músicas que ficam no ouvido e que parece que foram cantadas para os nossos dramas juvenis.

Tolerei isso, esperava pior.... O que não esperava era o drama dos smartphones. Adolescentes de 14/15 anos conseguiram tornar o concerto num inferno para mim não porque berravam para que eles lhe fizessem um filho ou dois, não por choradeira desenfreada mas porque à minha volta tudo o que era miúda não largou a porcaria do telemóvel. Elas eram snapchat, eram diretos no facebook, era mensagem de voz para a amiga no whatsapp. Não me importaria se isso não tivesse afetado diretamente a minha experiência no concerto. 

Não faço questão de ficar nas primeiras filas da plateia, não tenho particular gosto por ter uma vista desafogada do palco porque apesar de gostar dos artistas faço mais questão de ouvir a música que cantam. Não faço questão (não não não!) mas gosto de olhar uma ou outra vez para o palco, foi impossivel, com tantos telemóveis à minha frente não consegui ver uma coisa que fosse. É isto que os miúdos (olha ela a achar-se toda adulta) que valorizam hoje em dia? Captar os momentos através dos telemóveis para ter gostos, visualizações e comentários? Eu preferia mil vezes que tivessem gritado até à rouquidão, chorado até à desidratação porque isso significava que estavam a viver o concerto e a apreciá-lo. Em Florence quando se cantou 'Queen of Peace' a última coisa que pensei foi em smartphones ou redes sociais, desde a primeira vez que ouvi aquela música que me apaixonei e quando foi cantada fechei os olhos e senti uma paz enorme, senti-me tão feliz e calma que será um momento que nunca esquecerei. 

Tenho medo que os miúdos hoje em dia estejam a perder a capacidade de viver os momentos na ânsia de gostos ou visualizações. Assusta-me que prefiram guardar tudo em video quando podiam eternizar tudo na memória, e porra, quando um concerto é bom tu não te esqueces do que te marcou, ficas anos a falar de como foi bom e como anseias por outro assim.

Na sexta o concerto tornou-se um inferno, só não me fui embora mais cedo porque tenho amor ao dinheiro e os bilhetes não foram propriamente de borla. 

Por favor meninas, chorem, puxem o cabelo, gritem mas da próxima vez que forem a um concerto deixem os smartphones nos bolsos. Vão ver que ficam a ganhar muito mais do que popularidade momentânea nas redes sociais. 

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